Durante experimento genético, cientistas criam galinha com cara de dinossauro. | Piripiri40Graus

Durante experimento genético, cientistas criam galinha com cara de dinossauro.


Segundo a ciência, há cerca de 65 milhões de anos, um asteroide caiu sobre a Terra exterminando grande parte das espécies, inclusive os dinossauros. Um pequeno grupo, já diferenciado na época, sobreviveu e deram origem aos pássaros que conhecemos hoje. 
A ideia de que os pássaros evoluíram a partir dos dinossauros já existe desde o século 19, quando os cientistas descobriram o fóssil de um pássaro chamado Archaeopteryx. Ele tinha asas e penas, mas também parecia muito com um dinossauro. O Archaeopteryx não tinha bico e sim uma espécie de focinho, muito semelhante aos seus antepassados dinossauros.
Para entender como um “focinho” originou o bico, os especialistas realizaram alterações nos processos moleculares que formam um bico em galinhas. O objetivo dos experimentos era entender como o bico do pássaro evoluiu, pois, este acessório é uma parte vital da anatomia do pássaro e tem sido crucial para o seu sucesso.
Analisando os genes que compõe a formação da face dos animais, os pesquisadores descobriram que as aves têm um conjunto único de genes relacionados ao desenvolvimento facial. Eles conseguiram então, deter tais genes durante o desenvolvimento embrionário dos pintinhos.
O DINO-GALINHA

Usando uma substância inibidora, eles conseguiram suprimir as proteínas que originariam o bico. O resultado é que obtiveram um embrião de frango com cara de dinossauro, ou seja, com aquele “focinho” e sem o bico. Quando silenciaram esses genes, a estrutura do bico voltou ao seu estado ancestral. Assim também o osso palatino no teto da boca.
O “experimento” criou um embrião de frango semelhante aos pequenos dinossauros emplumados como Velociraptor Apesar de não terem dentes, os embriões apresentavam um focinho largo, arredondado e com irregularidades. O objetivo não era conseguir uma galinha bizarra e os autores do estudo estão chamando a descoberta de “acidental”.
Os resultados foram  publicados na revista Evolution .
Com informações do Diário de Biologia

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