Universitário é preso por suspeita de fraudar vestibulares de medicina | Piripiri 40 Graus | Noticias de Piripiri

Universitário é preso por suspeita de fraudar vestibulares de medicina

Um estudante universitário foi preso pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de fraudar vestibulares para facilitar a entrada de candidatos no curso de medicina, que, em geral, é o mais concorrido nas faculdades públicas e particulares do país.

A prisão foi efetuada em Anísio de Abreu, 572 km ao sul de Teresina. O estudante de medicina Lucas Souza Soares, de 21 anos, estava na casa de uma tia no momento da prisão. De acordo com a Polícia, ele tinha a função de aliciar novos estudantes para que contratassem o esquema, além de treiná-los para receber as respostas durante a aplicação das provas sem que fossem descobertos, e, ainda, receber os valores pagos à quadrilha.
Segundo o delegado Ramon Brito Cavalcante, a prisão preventiva foi efetuada por uma equipe de policiais do Piauí, mas o mandado foi oriundo da Justiça de Goiás. 
Na última sexta-feira (7) a Polícia Civil goiana deflagrou uma operação cujo alvo foi uma quadrilha especializada em fraudar vestibulares para medicina nos estados de Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal.
O estudante Lucas Souza, que é natural de Anísio de Abreu, era um dos que estava foragido. 
Na sexta-feira já haviam sido presas cinco pessoas - o empresário Rogério Cardoso de Matos, apontado como chefe da quadrilha; Osmar Pereira e Elisângela Nunes Borges, aliciadores; Fernando Batista Pereira, que seria o responsável por negociar com os “clientes”; e o estudante Matheus Ovídio, um dos "pilotos", que são os jovens que participam dos vestibulares apenas para responder as questões e repassá-las aos candidatos que contrataram o esquema. Em geral, os pilotos são estudantes com expertise em diversas disciplinas cobradas nos vestibulares.
A estimativa da Polícia de Goiás é que pelo menos 110 pessoas tenham sido aprovadas em vestibulares de diversas faculdades por meio do esquema. As investigações foram concentradas apenas em vestibulares realizados no segundo semestre de 2016 e primeiro semestre de 2017, mas a Polícia de Goiás acredita que os criminosos atuem há cerca de dez anos.


A Polícia goiana acredita que o grupo cobrava entre R$ 80 mil e R$ 90 mil para cada cliente que contratasse o esquema.
Fonte: Jornal Opção (Goiânia - GO)

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